Por: Stalin Passos | 27/10/2017

Gênero é um substantivo masculino que caracteriza a identidade sexual de cada pessoa. Hoje, o termo Ideologia de Gênero é o conjunto de ideias a respeito da sexualidade humana. Os defensores da Ideologia de Gênero dizem que não se nasce homem ou mulher que, na verdade, masculino ou feminino são construções sociais (=produto histórico-cultural desenvolvido na sociedade). Hoje, na natureza humana, encontramos : assexualidade, homossexualidade, bissexualidade e pansexualidade. Ideologia de Gênero compreende a abrangência do conceito. No Brasil, esse debate surgiu com a estruturação do Plano Nacional de Educação (PNE), em 2014, como reflexo da proposta do Ministério da Educação (=MEC), que pretendia incluir temas relacionados com a identidade sexual nos planos educacionais de todo o País. Os críticos do Plano acusam o MEC de servir para doutrinação das crianças, desconstituindo os tradicionais conceitos familiares, fundamentados em preceitos religiosos. Os seus defensores alegam que pretendiam apenas discutir a identidade de gêneros nas escolas, diminuindo o preconceito e promover uma sociedade na qual as pessoas sejam iguais! No Mundo, a discussão começou na Conferência das Mulheres, realizada em Pequim (1995), onde confundiram sexo com gênero em papel a ser definido! Aceitar a Ideologia de Gênero é acreditar que a natureza sexual de cada um pode ser mutável e não limitada, nos termos biológicos!
Teóricos dessa ideologia afirmam que ninguém nasce homem ou mulher, mas que cada pessoa deve construir sua própria identidade ao longo da vida, já que suas diferenças digitais (ter pênis ou vagina), pouco importam culturalmente. Hoje, é público e notório que cada pessoa tem no seu DNA a estrutura básica para a sua formação biológica e a sua situação de sexualidade não é padrão cultural, mas padrão biológico, tudo dependendo da distribuição de seus hormônios. Assim, é lógico que inexiste “cura gay”, já que o preconceito contra a diversidade sexual é que deve e pode ser curada, sendo gerada pela ignorância de cada um! O que acentua esse problema, na verdade, não é o preconceito, mas o exibicionismo compulsivo de alguns que pretendem proclamar e mostrar as 4 ventos, sua natureza especial, com o beneplácito da rede televisiva e digital! Homossexualidade sempre houve, como também as demais excepcionalidades sexuais, porém, o que ocorre, atualmente, é a grande exposição a que se propõem os exceptos, já que os gêneros definidos (homem = homem, mulher = mulher) não necessitam expor a sua real natureza sexual. Além disso, devemos frisar que é no âmbito familiar que cada criança deve receber orientação quanto a sua real natureza de gênero, já que nossas escolas, com raras exceções, estão preparadas para o seu fim fundamental – EDUCAR! Igualmente, na hora certa, sem interferência de ninguém, cada ser humano responderá aos ditames do seu DNA e refletirá o seu real gênero!

Itapema, 25/10/2017 – Stalin Passos –
bacharel em ciências sociais, econômicas e jurídicas.