Em conversa com apoiadores na manhã desta segunda-feira (1°), o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, ao falar sobre medidas do governo a favor do armamento da população.
Ao ouvir o relato de um comerciante que foi baleado e ficou paraplégico, Bolsonaro citou decisões controversas tomadas por Moro, como a Instrução Normativa 131, que limitava a obtenção de armas pela população. Segundo o chefe do Executivo, a medida é de atribuição da Polícia Federal, mas partiu de Moro. Com a nova gestão da pasta, a medida foi revogada
– Ele [através da instrução normativa] ignorou decretos meus, ignorou lei, para dificultar a posse e porte de arma de fogo para as pessoas de bem – disse.
O presidente ainda criticou o decreto, revogado recentemente pelo novo ministro André Mendonça, que limitava a circulação de pessoas pelas cidades durante o período de pandemia e que abria precedentes para prisões em caso de descumprimento.
– Tem uma portaria que o ministro novo revogou, que orientava a prisão de civis, por isso que naquela reunião secreta o Moro, de forma covarde, ficou calado. Ele ainda queria uma portaria que multasse quem estivesse na rua. Ele estava perfeitamente alinhado com outra ideologia que não era a nossa – completou.