Início Plantão Policial Brasil precisa urgente da retomada do civismo nas escolas

Brasil precisa urgente da retomada do civismo nas escolas

Vivemos em uma sociedade altamente consumista onde para estar inserido em certo “meio social” é importante ostentar, os valores éticos e morais foram se perdendo ao longo do tempo. A cidadania está renegada a segundo plano, nas escolas disciplinas que ajudavam na formação do caráter da criança e do adolescente simplesmente foram extintas.

Durante o governo militar, mais precisamente em setembro de 1969, foi instituído no Brasil em caráter obrigatório a disciplina Educação Moral e Cívica (EMC) em todas as escolas por meio do Decreto-Lei nº 869. A disciplina tinha como finalidade desenvolver nos alunos o culto à Pátria, aos seus símbolos e tradições e preparar o jovem para o exercício das atividades cívicas com fundamento na moral e no patriotismo. Com o fim do Governo Militar a disciplina de EMC foi excluída da grade escolar.

Nos colégios militares, em ascensão atualmente, a EMC volta a fazer parte da grade escolar e o discurso desenvolvido pelos educadores militares é que palavras como obediência, respeito, autoridade e hierarquia são vocábulos que dizem respeito meramente ao civismo e ao patriotismo. Alguns sociólogos criticam tal afirmação dizendo que a disciplina de EMC aplicada nos colégios militares é restrita e desvirtuada, no sentido de que aponta uma cidadania voltada à obediência e respeito a um poder instituído, dificultando que o jovem pense e tenha uma formação crítica das coisas a ele apresentadas.

A verdade é que a Polícia Militar constantemente recebe pedidos de socorro de professores e diretores de escolas com relação a falta de educação de alguns alunos, chegando a casos de graves agressões entre educandos e também destes contra educadores.

Importante destacar que no Congresso Nacional tramitam treze documentos que abordam o ensino da educação para a moral e o civismo, da ética e cidadania e Organização Social e Política Brasileira, sendo 12 projetos de lei e uma indicação, apresentados pelos Congressistas. Acredito que a intenção dos idealizadores desses projetos é resgatar nas escolas alguns valores que foram esquecidos com a “redemocratização” do país.

Dito isso, posso destacar com prazer o projeto “Sou Estudante, Sou Cidadão”, idealizado pelo Capitão Tiago Teixeira Ghilardi, comandante da 1ª Companhia da Polícia Militar de Camboriú, que teve início nesta segunda-feira, dia 30 de julho.  A cerimônia de abertura ocorreu na Escola CAIC Jovem Ailor Lotério, situada na Rua Monte Agulhas Negras, no Bairro Monte Alegre.

O projeto, que tem como objetivo mudar o referencial das crianças estudantes da escola e levar conceitos de civismo para o ambiente escolar recebeu apoio dos pais e responsáveis pelos alunos participantes, além de autoridades civis, militar e judiciário.

A banda do exército do 23º Batalhão de Infantaria, de Blumenau, esteve presente na abertura, executando o Hino Nacional, além de outras peças musicais. Também estiveram presentes no evento o prefeito Élcio Rogério Kuhnen, o Comandante do 12º Batalhão tenente coronel José Evaldo Hoffmann Júnior, a Juíza da Vara Criminal de Camboriú Naiara Brancher, membros da Secretaria de Educação, Conselho Tutelar e representantes da 43ª Subseção da OAB de Camboriú.

O projeto segue agora todos os dias, de segunda a sexta-feira, no horário vespertino, até o dia 30 de novembro. Os preceitos e valores repassados durante o desenvolvimento das ações entrarão nos lares, possivelmente reestruturando relações há muito perdidas e/ou desgastadas. Os alunos serão recepcionados por policiais militares, e na sequência, cantarão hinos cívicos, com o hasteamento da bandeira. Nas segundas-feiras, sempre haverá uma banda para fazer a execução dos hinos. Autoridades e representantes do executivo, legislativo, judiciário e empresas do terceiro setor estarão presentes, sobretudo na sexta-feira, a fim de transmitir uma mensagem aos alunos.

As ações não serão de cunho militar, e sim de forma a reforçar a cidadania e o civismo, há muito tempo esquecidos. A Polícia Militar permanece apenas como idealizadora e organizadora do projeto.

A Polícia Militar está à disposição para qualquer dúvida sobre o assunto abordado ou qualquer outra dúvida da comunidade.

POLÍCIA MILITAR. Segurança: por pessoas do bem, para o bem das pessoas

Por Capitão Rodrigues