Por: Ricardo Gebeluca | 19/04/2018

O drama de Rosimeire Ribeiro, natural do Paraná, de 47 anos, começou quando ela sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico, em Portugal, há cerca de dois meses. Desde então, está hospitalizada. Além do estado de saúde que inspira cuidados, ficaram sequelas que incluem problemas de locomoção e de fala. Como está ilegal e sozinha no país, a família que reside em Santa Catarina está tentando trazê-la de volta, mas sofre por não ter condições financeiras para trazê-la de volta ao Brasil.

Como os outros cerca de 200 mil brasileiros que residem em terras lusitanas, Rosimeire foi para a Europa em busca do sonho de construir uma nova vida fora do país. Vendeu tudo que tinha e está em Portugal desde setembro de 2016, trabalhando como diarista. Como não tem carteira de trabalho assinada, sua estadia é ilegal. O passaporte mostra que ela entrou como visitante, e sem vínculo de trabalho sua transferência para um hospital melhor, com fisioterapia, está sendo dificultada.

Acamada, Rosimeire apresenta feridas pelo corpo e não tem o tratamento que precisa. Recebe visitas de uma amiga portuguesa que alugava a casa para ela, e sua filha foi algumas vezes visitá-la para tentar resolver o problema, mas sem dinheiro para ficar muito tempo na Europa, a jovem acabou voltando para Joaçaba, no Meio-Oeste catarinense, onde mora.

Segundo a família, um dos problemas é que o hospital em que a paciente está internada, na localidade de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, não quer dar uma autorização para que Rosimeire viaje de avião, o que é exigido pelas companhias aéreas. Também seria necessário o acompanhamento de uma equipe médica para garantir que não haja problemas durante o vôo.

De acordo com a especialista em Direito Internacional, Queila Nunes Martins, um estabelecimento de saúde só libera um paciente se outra equipe assume a responsabilidade por aquela vida, assinando um termo contratual. “Como esse serviço de acompanhamento não está contratado, o hospital não está disposto a liberar a paciente”, avalia.

O ex-marido de Rosimeire, Gilson Schutte, morador de Balneário Piçarras, afirma que nem ele nem a filha têm os R$ 300 mil necessários para contratação de equipe médica e de vôo especial para trazer Rosimeire de volta e não sabem mais a quem recorrer. A família já procurou a Embaixada brasileira em Portugal, mas não conseguiu nenhuma ajuda para resolver o impasse.

A advogada Queila Nunes disse que o Itamaraty ajuda apenas com a parte documental, sob a alegação de que não tem recursos para ajudar todos os brasileiros que vivem no exterior, os quais somam mais de 3 milhões de pessoas, que possam passar por alguma situação semelhante. “O que é sugerido é que a famíla faça uma grande campanha junto a amigos e até mesmo na imprensa para tentar angariar os fundos necessários”, afirma a especialista.

Quem quiser colaborar com a Campanha para trazer Rosimeire de volta ao Brasil, pode fazer depósitos na conta-corrente número 010891779, Agência 3713 do Banco Santander, em nome de Jessye Lorena Schutte, CPF: 080.876.699-67.

Fonte: Notícias do Dia