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Câncer bucal será tema de ação na semana da saúde bucal em Balneário Camboriú

Começou nesta segunda-feira (22) e segue até sexta-feira (26), a “X Semana de Saúde Bucal”. A programação conta com diversas atividades de Promoção e Educação em Saúde Bucal, escovódromo, brincadeiras lúdicas e homenagem às crianças “cárie zero”. As atividades devem envolver cerca de mil crianças, com a participação dos projetos Oficinas, Histórias a Bordo, Fada do Dente e Odonto-Móvel Além disso, nesta quinta-feira (25) – Dia do Cirurgião-dentista, das 8h às 17h, na Praça Almirante Tamandaré, será realizada a “Campanha Sorria para a Vida”, onde cirurgiões-dentistas atenderão a população para exames preventivos de câncer bucal. A ação é uma parceria da Prefeitura de Balneário Camboriú, por meio da Secretaria de Saúde, com a Associação Brasileira de Cirurgiões-dentistas (ABCD), Faculdade Avantis, e outras entidades do setor.

No Brasil, o câncer mata 600 mil pessoas por ano e o câncer bucal, 6.579 pessoas/ano. Dobraram os casos de HPV (fator de risco para o câncer bucal) na última década e os jovens representam mais de 85% do total. O cirurgião-dentista, além de cuidar da saúde bucal da população, é o profissional capacitado a diagnosticar precocemente uma lesão de câncer na boca (uma afta que dura mais de 15 dias pode ser suspeita). Com mais de 310 mil profissionais no Brasil, a categoria está apta a auxiliar na conscientização e prevenção da sociedade.

Durante a ação na Praça Almirante Tamandaré a população passará por diagnóstico precoce do câncer bucal, que tem entre seus principais riscos o uso do tabaco, potencializado pelo alcoolismo. Ainda, mais recentemente, inclui-se o HPV devido à falta de prevenção por causa de contatos sexuais nas faixas etárias de jovens e idosos, os mais afetados. Ao detectar uma lesão bucal suspeita de ser cancerosa – desde uma afta que dura mais de 15 dias – o cirurgião-dentista pode salvar vidas, pois se não tratado o câncer bucal mata.

A ABCD já realizou 81 ações da Campanha Sorria para a Vida, com o atendimento de 23.230 pessoas e a identificação de 1.506 casos suspeitos encaminhados para exames aprofundados e tratamento. Em Balneário Camboriú, casos suspeitos serão encaminhados para atendimento no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO). Também participam da ação a Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO), Associação Paulista de Cirurgiões-dentistas (PCD) e Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CRO-SP).

SEMANA DE SAÚDE BUCAL

Até sexta-feira (26), serão feitas ações preventivas de Odontopediatria. Nesta segunda-feira elas aconteceram no Centro Comunitário do Estaleiro; nesta terça-feira (23) no Centro Comunitário das Nações; na quarta-feira (24) será no Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora Aparecida – Vila Real, das 8h30 às 11h e das 14h às 16h30; e na sexta-feira (26) no Lar dos Idosos das 14h às 16h30.

 

DADOS SOBRE CÂNCER BUCAL

O perfil dos pacientes com câncer de boca mudou nos últimos anos. A doença, que antes tinha uma incidência maior entre homens mais velhos, principalmente por causa do consumo de álcool e cigarro, agora está acometendo também homens entre 30 e 44 anos, adolescentes e idosos. Entre as mulheres, a doença também tem aumentado nessas faixas etárias, principalmente por causa da maior exposição ao sexo oral sem proteção. Por isso é importante a vacinação contra o HPV desde cedo, bandeira levantada pela ABCD.

Exemplo – Mais da metade da população de adolescentes brasileiros está em risco de ser contaminada com o vírus do HPV que pode ser transmitido pelo beijo e por contato sexual sem proteção. A Austrália conseguiu reduzir o HPV, com prevenção, a 1% da população e está perto de erradicar o câncer do colo do útero. Deverá ser o primeiro país a erradicar a doença na próxima década, com o reforço da vacinação escolar. Há mais de 120 tipos diferentes de vírus para o HPV que podem causar câncer do colo do útero, mas 16 países ao redor do mundo já emitiram recomendações oficiais sobre a vacinação universal, entre eles Estados Unidos e Itália, além da Austrália.

Contaminação – No Brasil, o HPV é responsável por 99% dos casos de câncer do colo do útero, o 3º mais frequente e o 4º mais fatal, sendo que esta doença pode ser prevenida. O HPV, uma infecção genital, pode evoluir para casos de câncer bucal devido à transmissão por sexo sem proteção, desde um beijo na boca. Daí a importância da conscientização, exames periódicos e medidas preventivas como visitas frequentes ao cirurgião-dentista, vacinação e uso de proteção sexual.

Os casos de câncer do colo do útero estão estimados em 13.370 homens e 5.430 mulheres (Inca).

Fumo Passivo – já na gestação o feto pode ser prejudicado pelo ambiente em que há fumantes e, em outra etapa, bebês, crianças, jovens e idosos que convivem com tabagistas podem sofrer de inúmeras doenças causadas pela fumaça do tabaco, entre elas o câncer bucal.

600 mil novos casos – O Inca prevê 600 mil novos casos de câncer no Brasil em 2018 e 6.579 pessoas/ano perdem a vida devido à doença, que tem fatores de risco e, portanto, com prevenção pode ser evitada.

Manchas e aftas que não cicatrizam em 15 dias podem ser indícios de câncer bucal e o cirurgião-dentista é o profissional apto a fazer o diagnóstico correto e encaminhar o paciente para exames aprofundados e tratamento.

Riscos para a doença – O cigarro em todas as suas formas é o 1º da lista. 90% de tumores na boca são devidos ao cigarro, além da má higiene bucal, má alimentação, com dieta pobre em proteínas, vitaminas, sais minerais, e o HPV. Se a pessoa além de fumar for alcoolista as chances de ter câncer bucal são 10 vezes maiores.

Além da boca, a doença afeta lábios e o interior da cavidade oral. A laringe também pode ser atingida, acrescendo outros 7.670 casos, com 4.141 mortes em pacientes do sexo masculino e 506, do feminino.

Sintomas do tumor são dor e dificuldade para mastigar ou engolir, dificuldade de encaixar a prótese dentária, emagrecimento e mau hálito persistente. Caroços no pescoço geralmente estão relacionados ao avanço da doença.

O tabagismo ativo tem influência também na incidência de diabetes tipo 2, conforme pesquisa publicada pela Medline, representando outro fator a que o cirurgião-dentista e o paciente devem estar atentos dentro da filosofia defendida pela ABCD de que saúde bucal e saúde geral devem estar integradas.

*Com informações da Assessoria de Imprensa da Associação Brasileira de Cirurgiões-dentistas(ABCD).