Por: Ricardo Gebeluca | 26/07/2018

A professora de música Alda Poggi Pereira, de 60 anos, acusada de matar a filha grávida e esfaquear o neto, voltou a ser internada nesta terça-feira (24) em um hospital psiquiátrico em Jaboticabal (SP). Segundo apuração do G1, ela foi encaminhada após sofrer um surto, enquanto passava por acompanhamento psicológico.

Há dois meses, Alda deixou o mesmo hospital, onde foi mantida por quase dois anos em liberdade provisória vinculada à internação em ala psiquiátrica. Em maio, um laudo pericial concluiu que ela estava apta a conviver em sociedade e a realizar tratamento ambulatorial.

Alda passou a viver com familiares em Ribeirão Preto (SP), mas apresentou alterações no comportamento nas últimas semanas. Nesta terça-feira, durante uma sessão, ela recebeu a recomendação médica para a internação.

De acordo com o relato de uma fonte ao G1, ela oferecia riscos à própria vida.

O crime

Alda é acusada de esfaquear a filha, a professora Ligia Poggi Pereira, de 30 anos, enquanto dormia, dentro da casa da família, no bairro Ribeirânia, em 25 de junho de 2016. Em seguida, de acordo com a Polícia Civil, a professora deu duas facadas no pescoço do neto. A criança ficou hospitalizada por três dias.

Após o crime, Alda ainda ligou para um vizinho, dizendo que se mataria. O homem foi até a residência da professora e conseguiu evitar o suicídio, mas também ficou ferido. Ligia chegou a ser submetida a uma cesárea, mas ela e o bebê não resistiram.

A professora Ligia Poggi Pereira foi esfaqueada pela mãe em Ribeirão Preto (Foto: Reprodução/Facebook)

Logo nos primeiros depoimentos prestados à polícia, Alda afirmou que não se lembrava do dia do crime. O inquérito concluiu, porém, que horas antes de esfaquear a filha e o neto, a professora de música comprou combustível e as facas usadas.

Apesar dos indícios de premeditação do crime, um laudo psiquiátrico apontou que Alda sofre de uma espécie de demência.

Segundo o promotor Eliseu José Berardo Gonçalves, apesar de responder por crime de homicídio, a professora ainda é considerada inimputável. Nesse caso, a prisão é convertida em internação em casa de custódia para tratamento psiquiátrico.

Ainda não há um diagnóstico preciso sobre a patologia da professora.

Fonte: G1