Em menos de um ano dobra o número de Procuradorias Especiais da Mulher em SC

Em oito meses de atuação, o número de Procuradorias Especiais da Mulher mais que dobrou. Instituída por meio de projeto da mesa diretora da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), a proposta é estruturar uma rede de proteção à mulher em todo o Estado.

 “Nós tínhamos 27 procuradorias da mulher no estado, praticamente nada entre os 295 municípios catarinenses. Nós agora já estamos com 57 e até o final do mês vamos abrir mais oito”, comemora a gestora da entidade, deputada Ada de Luca, do MDB.

O enfrentamento da discriminação e da violência contra a mulher vem recebendo atenção especial da Procuradoria que é composta  procuradora e uma procuradora-adjunta, eleitas pelas deputadas estaduais.

Conforme explica Ada de Luca, a ação acontece em função do elevado número de casos de violência doméstica registrados no estado, que abrangem não só as agressões físicas e psicológicas, mas também as financeiras, quando o homem cerceia o uso dos bens e recursos do casal.

Além do recebimento, o exame e o encaminhamento das denúncias aos órgãos competentes, cabe à Procuradoria o acompanhamento dos casos.

Outro ponto destacado por Ada de Luca é o nível de engajamento demonstrado pelos homens na instalação das novas procuradorias da mulher. Atualmente duas cidades contam, inclusive, com homens à frente das entidades. “A participação do homem é muito, muito importante, pois ou caminhamos juntos ou vamos ter sempre atritos. E nós estamos deixando hoje uma semente para que os jovens, seus filhos, não precisem de procuradorias.”

Informações nd+ / Foto: Agência Alesc