Por: Ricardo Gebeluca | 21/05/2018

O empresário Antonio Humia Dorrio, de 49 anos, disse em depoimento à Polícia Civil que vinha tendo problemas de relacionamento com o engenheiro Douglas Regis Junkes, de 36 anos, já há seis meses. Na tarde deste domingo (20), Dorrio matou o vizinho com três tiros durante uma discussão por causa de som alto, em um apartamento de classe média-alta no bairro Juvevê, em Curitiba. Na confusão, ele acabou se ferindo no braço, procurando socorro no Hospital Cajuru, onde acabou preso.

Ainda no depoimento, o empresário alegou que agiu em legítima defesa. “Uma situação lamentável. O empresário se descontrolou, desceu para discutir e houve uma briga, quando efetuou quatro disparos, acertando três vezes o vizinho e seu próprio braço. Ele disse que houve uma briga com o rapaz e que a vítima teria tentado tomar a arma dele, esta é a tese que nos apresenta”, descreveu à Banda B o delegado Fábio Machado, da Central de Flagrantes.

Segundo o vizinhos, Dorrio voltou de viagem e queria dormir no domingo à tarde. Ele teria ficado irritado com o som alto do vizinho debaixo, no 4ª andar. Foi até lá tirar satisfações, já armado, ao que tudo indica. Os dois entraram em luta corporal e o empresário deu três tiros em Junkes, sendo um na cabeça e dois no peito. A vítima morreu na hora e o atirador fugiu de carro.

“Pelo o que o empresário falou, já tinha este problema com o rapaz há cerca de seis meses e agora vai responder por este crime grave, já que foi autuado por homicídio por motivo fútil. Um problema que poderia ter sido resolvido com a síndica do condôminio ou até mesmo pelo acionamento da Polícia Militar ou Guarda Municipal”, descreveu Machado.

O empresário permanece preso, mas nesta segunda-feira precisou ser encaminhado ao hospital, devido ao agravamento do ferimento em braço. Nos próximos dias, ele deverá participar de uma audiência de custódia, para que a Justiça decida se ele permanece ou não preso durante o processo criminal. Com informações Banda B