Por: Felipe | 3 semanas atrás

Nesta sexta-feira (1º) é Dia Mundial de Luta Contra a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Para marcar a data, Florianópolis foi uma das cidades escolhidas pelo Ministério da Saúde para receber a partir de dezembro um novo método de prevenção contra o HIV, o vírus da Aids. Santa Catarina tem a segunda maior taxa de detecção de Aids do país.

A ação faz parte de um projeto piloto para disponibilizar frascos da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). Atualmente é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a Profilaxia Pós-exposição (PEP), disponível para quem já possa ter sido exposto ao HIV.

Além de Santa Catarina, outros dez estados vão receber juntos um total de 3 mil frascos de PrEP para uma experiência de cinco meses para implementar o novo método.

Por enquanto, a PreP estará disponível na Policlínica Municipal Centro, localizada na Avenida Rio Branco, em Florianópolis.

PrEP

Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), o objetivo é que a PrEP funcione como uma barreira para o HIV antes de a pessoa ter contato com o vírus. É um comprimido tomado regularmente que úne dois medicamentos.

O método faz parte de uma ‘prevenção combinada’, “na qual a pessoa tem a opção de usar um método de prevenção ou combinar vários que se ajustem às suas necessidades”.

“A implementação da PrEP ocorrerá de forma gradual, priorizando as populações com maior risco à infecção pelo HIV: gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), pessoas trans e profissionais do sexo, conforme definição do Ministério da Saúde”, afirma Dulce Quevedo, gerente de vigilância das ISTs/Aids e Hepatites Virais da Dive.

Já o Profilaxia Pós-exposição (PEP) é um tratamento de 28 dias iniciado “até 72 horas após a relação sexual sem camisinha ou acidente com algum objeto perfuro-cortante em que possa ter havido contato com o vírus”. São três medicamentos.

Números da Aids em SC

Em 2016, foram registradas 515 mortes por Aids em Santa Catarina. Ainda conforme a Dive, foram notificados 1.607 novos casos de Aids no estado no ano passado – esse foi o menor número dos últimos dez anos.

O estado tem a segunda maior taxa de detecção de Aids do país, com 31,9 casos a cada 100 mil habitantes, segundo o Ministério da Saúde. Em primeiro lugar está o Rio Grande do Sul, com taxa de 34,7. A média nacional da taxa de detecção de Aids é de 19,1.

Florianópolis foi o quarto município catarinense com maior taxa de detecção em 2015, com 53,7 a cada 100 mil habitantes. Balneário Camboriú tem 63,2; Itajaí, 61,9; e São José 57,7.

Além dessas quatro cidades, Palhoça (49,4), Lages (44,1), Criciúma (39,6), Blumenau (39,5), Brusque (35,0), Joinville (30,6), Jaraguá do Sul (29,3) e Chapecó (29,2) participam de um acordo com os Governos Estadual e Federal para “priorizar ações de prevenção e maior acesso ao diagnóstico de HIV/Aids.

Fonte: G1