Por: Ricardo Gebeluca | 21/05/2019

Uma jovem denunciou nas redes sociais que foi estuprada em um beach club de Jurerê Internacional, de Florianópolis. Na segunda-feira (20), a influenciadora digital publicou uma foto de uma calcinha ao lado de uma solicitação de exame pericial e um relato no qual diz que o crime ocorreu no Café de La Musique, em dezembro de 2018. Na postagem, ela criticou ainda a atuação da Polícia Civil no caso.

O beach club informou que colabora com as investigações. Já a Polícia Civil disse, em coletiva de imprensa na tarde desta terça (21), que o inquérito está em sigilo. Falou que o suspeito é de outro estado, que ainda não foi ouvido e que ele sabe que é investigado. Informou ainda que a vítima fez exames médicos e toxicológicos na época, e que testemunhas já foram ouvidas.

A reportagem também tentou ouvir a jovem, mas sem sucesso.

Relato

Nas redes sociais, a garota disse que o caso ocorreu em 15 de dezembro de 2018, e que foi dopada e estuprada por um desconhecido. “Minha virgindade foi roubada junto com o meu sonho”.

Ela ainda escreveu que naquela data, as amigas que estavam com ela no estabelecimento foram embora sem prestar socorro a ela, mesmo depois de ter pedido apoio.

A jovem descreveu ainda a reação da mãe quando conseguiu chegar em casa. “Ao ver o meu estado tirou minhas roupas, e se deparou com a pior cena da vida dela”, relatou. “Minhas roupas estavam cheias de sangue e forte odor de esperma”.

No post, a jovem disse que teve que tomar coquetel de remédios para evitar doenças durante 30 dias. “Tenho pesadelos horríveis que me fazem dormir só depois do dia clarear, sentia dores fortes para urinar, dores no corpo, entre as coxas”.

Críticas à investigação

Na postagem, a jovem fez críticas à atuação da Polícia Civil no caso, dizendo que a instituição está “empenhada em proteger apenas o criminoso e o local do crime por se tratar de pessoas de ‘poder e dinheiro’ (….). Depois que descobriram quem é o estuprador e qual o local do crime, o tratamento comigo e com minha família mudaram”.

Ela relatou ainda que os depoimentos prestados por ela foram deturpados, que os laudos foram manipulados e que o advogado dela no caso não tem tido acesso ao inquérito em andamento.

“Poderia ficar horas falando de tudo de errado que está acontecendo nas investigações. Mas Deus é tão incrível, tenho todas as provas para elucidar o crime, diz.

Outro lado

A Polícia Civil disse que não pode dar muitos detalhes do caso por causa do segredo de Justiça e que o beach club forneceu imagens do dia do ocorrido.

“Ainda temos 90 dias para concluir, prazo estabelecido pelo Poder Judiciário. (…) O que se pretende é concluir o mais breve possível”, disse Eliane Chaves, diretora da Polícia Civil da Grande Florianópolis

 

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