Por: Ricardo Gebeluca | 11/07/2018

O principal suspeito do assassinato da transexual Kamylla Roberto, 30, no dia seis de junho de 2018, no bairro de Canasvieiras, em Florianópolis, foi capturado na tarde desta terça-feira (10) em Itapema. A prisão preventiva de Everton M. foi decretada pelo juiz da Vara do Tribunal do Júri da Capital, Marcelo Volpato de Souza. De acordo com o delegado da Homicídios, Ênio de Oliveira Mattos, que pediu a prisão do suspeito, Everton será interrogado em outra oportunidade.

“Nossa prioridade neste momento é a chacina no apart-hotel do Norte da Ilha”.  O delegado refere-se às mortes do empresário Paulo Gaspar Lemos, 78 e dos três filhos, além de um funcionário. Sobre a prisão de Erverton, o delegado falou que desde o início as investigações o apontavam como o suspeito número 1.

A transexual foi encontrada morta, possivelmente, a golpes de barra de ferro, no apartamento onde morava, no Norte da Ilha. Pelos vestígios na cena do crime, uma amiga que esteve no local acredita que o crime foi praticado com muito ódio. De acordo com a colega, Kamylla era natural de São José dos Campos (São Paulo), morava há quatro anos em Florianópolis e tinha mais de seis mil seguidores no facebook.

Na entrevista concedida ao Jornal Notícias do Dia, na época, a amiga de Kamylla desabafou: “Eu senti falta dela na quinta-feira porque desde o dia anterior ela não respondia as mensagens e isso nunca acontecia. Fiquei preocupada, fui ao prédio, falei com a dona do apartamento que pegou a chave e quando abrimos a porta Kamylla estava no chão, morta. Ela estava namorando há pouco tempo, mas eu não o conhecia. Não sei por que fizeram isso com ela, foi um crime com muito ódio”.

O delegado da Homicídios ainda não sabe a motivação do assassinato. E só vai ter a certeza após interrogar o suspeito. Por enquanto, Everton M. aguarda no sistema carcerário ser chamado para prestar depoimento.

Fonte: Notícias do Dia