Por: redação | 04/10/2019

A mãe que esfaqueou a filha Jheimili Yara da Silva, de 13 anos, em Balneário Camboriú, no Litoral Norte, foi presa nesta quinta-feira (3) em Jaraguá do Sul, no Norte do estado. De acordo com o delegado Ícaro Malveira, Adriana de Oliveira, de 31 anos, foi encontrada em uma casa de passagem da cidade após uma denúncia anônima. Ela será encaminhada ao presídio de Itajaí.

A filha dela foi esfaqueada em 5 de setembro e morreu no dia 12 do mesmo mês, após ficar internada em estado grave. A mulher chegou a ser presa em flagrante, mas foi liberada provisoriamente na audiência de custódia, no dia seguinte ao crime. Na época, segundo o delegado Ícaro Malveira, o juiz entendeu que a jovem havia sido morta por um erro de execução.

Nesta quinta, a prisão foi feita pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCami) de Jaraguá do Sul. Segundo o delegado, a suspeita tentou fugir da delegacia, mas foi recapturada. Adriana foi presa às 10h.

Prisão decretada

A prisão da mulher foi decretada após o resultado do laudo cadavérico, com base em um vídeo, que mostra o momento do crime e em provas testemunhais. O delegado pediu a prisão preventiva em 18 de setembro. Adriana vai responder por homicídio doloso qualificado por motivo fútil, com intenção de matar.

O ataque a facadas contra a vítima ocorreu no calçadão da Avenida Atlântica, no Centro de Balneário Camboriú. Segundo a Polícia Civil, a adolescente estava envolvida com um vendedor ambulante, de 32 anos.

De acordo com o delegado responsável pela investigação, a mãe e a filha são de Foz do Iguaçu, no Paraná. Elas foram para Balneário Camboriú e conheceram o vendedor ambulante na orla. Ambas chegaram a ficar na casa do homem, mas depois se mudaram para Bombinhas, no Litoral Norte.

Após análise de imagens das câmeras de segurança e depoimento de uma testemunha, a Polícia Civil disse que a mãe carregava a faca usada no crime dentro da mochila.

O homem está respondendo por estupro de vulnerável. Ele foi detido, mas responde pelo crime em liberdade, já que não houve flagrante.

Versões

Para a Guarda Municipal, que atendeu o flagrante, a mãe disse que o alvo dela era o namorado da filha. Ainda nesta versão, ela disse que a adolescente teria se colocado entre eles pra defender o homem.

Na delegacia, no entanto, a mulher falou à polícia não ter intenção de atingir a filha ou o namorado, apenas teria desferido golpes no ar por nervosismo.

Ainda para a Polícia Civil, o homem falou que não estava perto da garota no momento da facada. Ele confirmou aos policiais ter mantido relações sexuais com a menor de idade.