Por: Ricardo Gebeluca | 24/07/2018

Após séculos de degradação ambiental, vivenciamos as consequências da produção desenfreada dos bens de massa e da utilização irrestrita dos recursos naturais do planeta.

A conceituação de Desenvolvimento Sustentável é a de que o homem, em seu atual estágio de evolução, adquiriu maturidade e experiência para compreender que a utilização dos recursos da natureza não deve comprometer as gerações futuras. Entretanto, os efeitos da produção e consumo predatórios provocaram a adaptação do mercado à nova realidade, incluindo-se o mercado segurador.

O seguro tem uma estrutura complexa. Juridicamente, é a transferência das consequências econômicas do risco de uma pessoa para outra e, tecnicamente, a divisão entre muitos dos danos que deveriam ser suportados por um.

 O processo do mutualismo reparte os prejuízos em pequenas parcelas que não afetam a estabilidade econômica. Porém, somente o mutualismo não é suficiente para garantir o equilíbrio nas relações securitárias. Há um inegável gerenciamento de riscos por parte das seguradoras.

O aumento de desastres naturais e de intempéries climáticas, contudo, potencializou a ocorrência dos riscos, o que trouxe complexidade ainda maior ao seu gerenciamento.

Após pesquisas e coleta de dados, em 2012 foram lançados os Princípios para Sustentabilidade em Seguros – PSI, com o objetivo que o mercado de seguros pudesse “estruturar ações de prevenção e redução de riscos ambientais, sociais e de governança”, influenciando seus parceiros comerciais a adotar tais práticas.

Neste sentido, a CNSEG (Confederação Nacional de Seguros) divulga anualmente o Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros, avaliando o desempenho do setor em relação a temas selecionados a partir do PSI.

A adoção pelas seguradoras de ações que respeitam o meio ambiente com práticas de gestão compatíveis com o desenvolvimento sustentável e justiça social contribui para a redução de custos e acompanha a evolução do mercado.

Além do que, a criação de produtos que tragam benefícios ou descontos para os clientes que contribuírem com a preservação ambiental demonstra o estímulo à sustentabilidade que vem sendo praticada pelo setor.

Ana Cristina Grasso