Por: Ricardo Gebeluca | 2 semanas atrás

A busca incessante de ressocializar adolescentes em conflito com lei no município de Camboriú, fez com que a Polícia Civil, através da Delegacia da Comarca de Camboriú, idealizasse o projeto “Rumo Certo”, com o objetivo de oportunizar e inserir estes jovens a sociedade, através de oficinas e qualificação profissional. Através desta iniciativa, foi capaz de mobilizar outras instituições governamentais e não governamentais (Ministério Público, CREAS, CRAS, CMDCA, Prefeitura, através das secretarias de Saúde e Educação, FUCAM, coordenação das DPCAMIS, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Instituto Federal Catarinense, Kadiz e Musicor) que em parceria, buscam desenvolver habilidades sociais ao exercício da cidadania, de forma a auxilia-los na construção de seus projetos de vida, reduzindo, consequentemente, a reincidência em atos infracionais.

O projeto acontece em sua maioria na sede do CREAS, tendo uma assistente social como coordenadora dos trabalhos, que os acompanha e que busca compreender mais profundamente a vida destes adolescentes que cumprem medidas socioeducativas. As oficinas funcionam nas segundas e quartas-feiras, da semana, no período das 14 às 17 horas, com as seguintes atividades: teatro, aulas de músicas, artes marciais, palestras sobre prevenção de drogas, sobre ética e direitos das crianças e adolescentes. Eles também aprendem a valorizar ídolos, como o piloto Ayrton Senna, tendo acesso a um dos maiores acervos do Brasil, que conta a história de determinação e superação do campeão.

Atualmente, está na terceira turma, e conta com 20 adolescentes entre 14 e 17 anos, e importante destacar, que conta com dois adolescentes, da primeira turma, que hoje, são monitores e auxiliam os professores e assistentes sociais nos trabalhos.

Para o Delegado Maurício Pretto, o projeto é algo que vai além dos trâmites policiais e judiciais, quando se refere a prática de ato infracional por um adolescente. Ele busca fornecer instrumentos capazes de despertar nos jovens algo que os faça sair do ciclo de violência em que estão inseridos.

Para o psicólogo policial, Antônio Carlos Britto, a Polícia Civil deseja mostrar que existe sempre alternativa, não é o fim da história para esses adolescentes. “Se fossem implantados projetos de ressocialização, a chance de recupera-los seria maior. A ideia é que projetos com essa finalidade sejam desenvolvidos em todas as cidades do Estado”, concluiu.