Por: Ricardo Gebeluca | 19/06/2019

O técnico em enfermagem Ildson Custódio Bastos virou réu pelo estupro da paciente de UTI Susy Nogueira, de 21 anos. O juiz Alessando Manso e Silva aceitou a denúncia do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO). A vítima morreu dias depois ainda no hospital. O homem se entregou à Polícia Civil no dia 29 de maio, mas nega que tenha cometido o crime.

A decisão do magistrado foi dada na sexta-feira (14). Na data, o juiz deu um prazo de dez dias para que a defesa do réu se manifeste.

O G1 tentou contato com o advogado do preso, por telefone, mas as ligações feitas entre 14h34 e 14h57 não foram completadas.

A reportagem também entrou em contato com o MP-GO, por e-mail às 14h38, e aguarda retorno.

Susy Nogueira Cavalcante, de 21 anos, morreu após ser estuprada em hospital de Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

De acordo com a Polícia Civil, a paciente foi estuprada pelo técnico em enfermagem na UTI na primeira noite que passou no Hospital Goiânia Leste, na madrugada do último dia 17 de maio. As investigações apontam que as imagens de câmeras de monitoramento mostram o crime.

Advogado da família da vítima, Darlan Alves Ferreira, disse que contratou um médico legista particular para analisar esse vídeo. Segundo ele, o objetivo é detalhar como ocorreram os atendimentos enquanto a jovem esteve na UTI, apurar se houve alguma irregularidade e tentar esclarecer se a causa da morte da universitária é a mesma apontada pelo hospital.

Em nota, a empresa que administra a UTI do Hospital Goiânia Leste, a OGTI, informou que “se solidariza com a família e esclarece que a empresa e seus colaboradores têm prontamente atendido às solicitações das autoridades para que todos os esclarecimentos necessários sejam feitos”.

Além disso, afirmou que “a UTI segue trabalhando com zelo, profissionalismo e afinco no cuidado aos seus pacientes e aguarda os desdobramentos relacionados à investigação”.

Técnico em enfermagem é denunciado por estupro de paciente em UTI de Goiânia

Uma força-tarefa composta pelos delegados Washington da Conceição, André Botesini e Emilia Podestá tem se reunido para colher depoimentos de pessoas que trabalham no hospital. A investigação chegou a apontar que poderia ser feita a exumação do corpo da vítima, se considerassem necessário.

O pai da vítima contou que a família só ficou sabendo que a filha poderia ter sido estuprada pouco antes do enterro dela. Agoniado, ele chegou a dizer que se lembra de ver a jovem entubada e sentia que ela queria falar alguma coisa nos últimos dias que passou na UTI.

Fonte: G1 Notícias