Por: Ricardo Gebeluca | 18/05/2018

Um avião da Cubana de Aviación caiu nesta sexta-feira (18) ao decolar do Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, capital de Cuba. Segundo a imprensa cubana, apenas 3 das 105 pessoas a bordo teriam sobrevivido. Elas estariam em estado crítico, de acordo com o jornal oficial Granma. As autoridades ainda não confirmaram o número de mortos.

A aeronave era um Boeing 737-200, que tem capacidade para transportar 120 pessoas.  A imprensa estatal cubana afirmou que o destino do voo era a cidade de Holguín, no leste de Cuba. O avião estava arrendado para a companhia Cubana de Aviación, a principal do país, mas era operado pela companhia mexicana Global Air, aponta o Granma.

  O líder da ditadura cubana, Miguel Díaz-Canel, esteve no local, para acompanhar o resgate. “As notícias não são nada promissoras, parece que há um grande número de vítimas”, disse ele.

Testemunhas disseram que ambulâncias e bombeiros estão no local do acidente para atender as vítimas. Nas redes sociais, circulam imagens e vídeos que seriam do avião em chamas. Nos registros, é possível ver uma grande nuvem de fumaça cinza.

Dois órgãos dos Estados Unidos – a Administração Federal de Aviação (FAA) e Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB), além de representantes da Boeing, poderão ajudar nas investigações, se forem convidados pelas autoridades cubanas.

Segundo o jornal americano “Washington Post”, a companhia aérea desativou muitos aviões nos últimos meses por estarem obsoletos e sujeitos a problemas mecânicos.

O maior acidente aéreo do ano aconteceu em abril, quando um avião militar caiu em um campo na Argélia, matando 257 pessoas.