Por: Redação | 21/09/2021

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou nesta segunda-feira (20) que está “trabalhando junto” com o Brasil nas vacinas contra a Covid-19 durante o encontro com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Enquanto o premiê britânico elogiou a vacina da AstraZeneca, Bolsonaro disse que ainda não se vacinou.

Em imagens do encontro gravadas pela agência de notícias  Reuters, Johnson elogia o inunizante da AstraZeneca.

“Grande vacina”, diz o primeiro-ministro depois de comentar que Brasil e Reino Unido trabalham em conjunto no desenvolvimento da vacina. “Eu tomei AstraZeneca. Pessoal, tomem a vacina da AstraZeneca. Eu tomei duas vezes já.”

Enquanto Johnson falava, Bolsonaro apontou para si mesmo e fez sinal de não com a mão. Ao ser questionado por Johnson se já teria se vacinado, Bolsonaro responde: “Não. Ainda não.”

A declaração aconteceu em encontro em Nova York (EUA), onde o presidente brasileiro fará o discurso de abertura da Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta terça-feira (21).

“Fiz uma promessa de visitar o Brasil, mas aí chegou a Covid. Mas estamos trabalhando juntos nas vacinas”, disse o primeiro-ministro britânico.

Os líderes comentavam sobre a importância da vacina britânica contra a Covid-19 AstraZeneca no processo de vacinação no Brasil. Boris Johnson já foi vacinado com as duas doses do imunizante, enquanto Bolsonaro afirma que ainda não se vacinou contra o coronavírus.

O Palácio do Planalto não divulgou oficialmente os temas debatidos no encontro, que estava marcado para acontecer às 12h40 no horário de Brasília.

Porém, um vídeo publicado pelo presidente Bolsonaro nas redes sociais mostra um trecho da reunião. Nas imagens, é possível ouvir Boris Johnson afirmar que o presidente brasileiro ligou para ele “assim que assumiu o governo”.

No trecho divulgado pelo governo brasileiro não é possível ouvir o que Bolsonaro respondeu, ao lado de um intérprete de línguas, ao primeiro-ministro.

Entrada de brasileiros no Reino Unido

À repórter da CNN Brasil, Heloisa Villela, que está em Nova York, no entanto, o ministro do Meio Ambiente Joaquim Leite contou que foi levantada no encontro a possibilidade do Reino Unido tirar o Brasil da “lista vermelha” de países que não podem entrar no conjunto de nações que compõe o bloco (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) devido à Covid-19.

O governo brasileiro teria comentado que “seria muito positivo” o Brasil sair dessa lista, pois evitaria uma quarentena para eventos futuros, como o Encontro do Clima, que acontecerá na Escócia em novembro.

A revisão dos protocolos para entrada de brasieliros será feita no dia 4 de outubro, segundo apurou a repórter da CNN.

 

Combate ao desmatamento ilegal

De acordo com o governo britânico, os dois líderes conversaram sobre temas como vacinas contra a Covid-19, meio ambiente e combate ao desmatamento.

Boris Johnson teria falado sobre a importância do Brasil como maior economia da América do Sul e também por abrigar a floresta amazônica.

O primeiro-ministro, segundo governo britânico, teria ressaltado a responsabilidade do Brasil de reduzir o desmatamento ilegal até 2030.

 

Bolsonaro na ONU

Bolsonaro afirmou que abordará no discurso de abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas temas como meio ambiente, turismo, agronegócio, além de ações do governo brasileiro no combate à pandemia.

O presidente do Brasil chegou em Nova York no final da tarde deste domingo (19) e se encontrou com os ministros que participam da comitiva do Brasil nesta viagem.

Eles jantaram pizza em uma barraca, pois Bolsonaro não se vacinou contra a Covid-19, e a cidade americana exige um comprovante de vacinação contra a doença para entrar em locais como bares e restaurantes.