Por: Redação | 27/07/2020

Com a chegada do coronavírus ao Brasil e início do protocolo de distanciamento social, as academias, aulas de ginástica e atividades físicas no geral logo sofreram os primeiros impactos. Uma pesquisa realizada durante o mês de maio pelo aplicativo MFIT Personal, uma ferramenta que auxilia a gestão de consultorias online, demonstra crescimento na adoção do ambiente online como alternativa à paralização das atividades presenciais. Segundo a pesquisa, feita em escala nacional com usuários do aplicativo, 42,8% dos participantes trabalhavam apenas de forma presencial antes do início da pandemia, e 46,4% dividiam o trabalho entre consultoria online e presencial. Na região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, 72,7% dos participantes da pesquisa atendiam somente de maneira presencial.

Créditos: Unsplash.

É o caso da Luíse Morais dos Santos, que ministra aulas de treinamento funcional em domicílio. De acordo com Luíse, a internet era aplicada apenas quando ela ou o aluno realizavam alguma viagem. A partir da interrupção das aulas presenciais em função da quarentena, Luíse teve que se adaptar e buscar alternativas, tanto para não deixar de trabalhar, quanto para não prejudicar seus clientes. Segundo ela, diversos formatos foram testados, como a disponibilização de vídeos com demonstrações de exercícios pelo aplicativo do WhatsApp, que não fez muito sucesso entre seus alunos, fazendo com que ela optasse por aulas em vídeo conferência.

A proprietária do Studio Build, em Itapema, Poliana Emerenciano, relata uma dificuldade na adaptação dos alunos ao meio online. As atividades presenciais do Studio foram paralisadas somente nos primeiros 20 dias, quando estava em vigor um decreto mais rígido no estado de Santa Catarina. Durante esse período, os profissionais optaram pela produção de vídeo aulas à distância. No entanto, devido à falta de adaptação dos alunos e falta de equipamentos adequados para o treino em casa, o método não foi continuado. “Os alunos estão habituados a treinar com acompanhamento, cargas e máquinas, por isso, o treino em casa acabou se tornando limitado.”

O personal trainer Lucas Wing, que trabalha na academia Wave, em Balneário Camboriú, já fazia uso do meio virtual para ministrar suas aulas de musculação. Lucas conta que a adaptação das aulas presenciais para via internet foi razoável, enquanto os alunos já adeptos ao treinamento virtual por meio de consultoria não sentiram as mudanças.

A pesquisa do MFIT Personal apontou que ao menos 72% dos profissionais da região relataram uma queda no faturamento no período em que a pesquisa foi realizada. Segundo a proprietária do Studio Build, muitos alunos não se adaptaram as atividades com o uso de máscara, ou não voltaram às aulas presenciais para preservar sua saúde. Devido à queda no número de alunos, ela decidiu oferecer um desconto de 30%.

A pesquisa demonstra que 45,46% dos profissionais da área no Vale do Itajaí ofereceram desconto ou promoção, devido aos problemas econômicos enfrentados desde o início da pandemia. A profissional Luíse, que ofereceu 50% de desconto a seus clientes, diz entender que esta é uma situação atípica e muito complicada, e dessa maneira encontrou um jeito de manter seus alunos. Lucas Wing optou por oferecer um serviço mais completo, além do desconto de 20%, realizando uma parceria com nutricionistas.

Tanto Lucas quanto Luíse relataram um aumento na busca por seus serviços de consultoria online, com interesse em melhorar a saúde física. Segundo Lucas, a divulgação da importância da prática de atividades físicas para a melhora da saúde tem promovido um aumento no interesse geral, como o fortalecimento do sistema imunológico, que ajuda no combate a doenças e ajuda a reduzir o estresse, muito comum com o enclausuramento causado pelas medidas de distanciamento social.

 

Para acessar os resultados completos da pesquisa do App MFIT, acesse: https://blog.mfitpersonal.com.br/impactos-do-corona-virus-na-carreira-do-personal-trainer

 

Jornalista: Camila Diel Gomes