Por: Redação | 27/07/2020

Fala galera beleza?! Para o nosso perfil “nas ondas” dessa semana fizemos um convite especial para esse monstro, veterano e amante do mar Roberto Mello Jr, um gaúcho de Imbé-RS e que tem muita história pra contar, deixamos por conta do próprio a elaboração desse texto pra não deixarmos escapar nenhum detalhe da sua trajetória. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Salve Família O Atlântico e família do surf, skate, Amantes do Oceano boas vibrações, meu Nome é Roberto Mello Junior recebi o convite pra contar um pouco da minha história no surf, então vou tentar descrever.  Inicialmente gostaria de dizer que não há idade ou restrição para quem quer praticar o surf desde que haja responsabilidade e bom senso envolvido, às vezes aprende-se rápido às vezes demora, mas com paciência conseguimos surfar. Também quero dizer que este esporte é pra pessoas do bem e pessoas que querem viver em paz e de bem com a vida, se você encontrar um surfista de hábitos malignos e perversos, saiba que não representa ninguém do seguimento.

Minhas lembranças mais antigas do contato com o mar são da época do ensino primário o equivalente ao fundamental hoje, estudava durante o ano e no verão ficava com meu avô, Alfredo Azambuja, um grande companheiro e amigo e sua esposa a quem eu chamava de vó, ele amava o litoral Norte especialmente Tramandaí, que na época abrangia diversos municípios hoje emancipados, incluindo Imbé.

Em 1970 meu avô vendeu sua casa em Tramandaí na Rua Caldas Junior, e comprou o terreno no balneário Nordeste hoje município de Imbé e construiu outra casa, que minha família usou ate alguns anos atrás.   Desde bebê tive contato com o mar e minha mãe dona Vera amava o litoral também, aos 12 anos  lembro de ter voltado para a praia depois de uma semana quente em Porto Alegre e quando entrei no mar mergulhei diversas vezes como se fosse um peixe que estava fora d’água e um cidadão que percebeu o que acontecia comentou “menino você parece um peixe”,  com o tempo assisti o clássico “Endless Sumer”, e comecei a me interessar pelo surf.

Com 14 anos em 77 peguei minha primeira onda com a prancha de um amigo e percebi que era o esporte perfeito pra mim,  em 78 surfei com a prancha de um amigo e em 79 depois de pedir demissão em outubro, comprei minha primeira prancha, uma “RICO” 6,3” monoquilha, éramos poucos surfistas no Balneário Nordeste, dez ou doze, Eu, Rogério, Zé, Lilico, os irmãos Silveira( Ricardo, Sergio e Nenê), Mano, Esquilo, Chicão, Eduardo, Gilson, na mesma época  alguns anos depois conheci os irmãos Rodrigo e Daniel Manduca, o Fernando (negão), não havia parafina disponível, (levei um tempo pra descobrir que precisava disso), minhas primeiras seções dividi com meu irmão Rogério Mello, na foto com pranchas  mais antiga que temos estamos com uma prancha que era nossa e outra emprestada em 81.

Em 82 escrevi pela primeira vez sobre o mar uma pequena crônica sobre o sentimento de desfrutar do oceano e a sensação de entrar noutra dimensão,  depois de casar em 83 o trabalho deixou de ser opção e passou a ser necessário e trabalhando a 120km da praia o surf passou a ser eventual, apesar disso trouxe para o esporte diversos amigos e familiares, Rogério, (irmão), Leandro, Jaison e Tiago (filhos), Lucas, Raphael, Gabriel, Dimitri, Taís, Brenda, Natalia (sobrinhos), Gilson (amigo) e servi de incentivo e exemplo pra dezenas de jovens que vieram para o esporte. Na década de 80 também tive o prazer de surfar com meus primos Paulo e Mario Mello.

Nunca competi em campeonatos até porque meu surf é regular (literalmente), já meu irmão chegou a ter patrocínio e ganhou vários campeonatos locais, quando pensei em deixar de surfar, meu irmão me surpreendeu com um Longboard  e aí eu fui fisgado pelo surf clássico e não parei  mais, em 2004 realizei o sonho de morar em Imbé agora município e o surf passou a ser necessidade, em 2015 encontrei uma pessoa especial Simone Coelho  com quem tenho partilhado meus dias até hoje. Depois de aposentado pude conhecer alguns lugares excelentes para o surf e pessoas incríveis em Santa Catarina, Itapema, Camboriú, Itajaí, Rosa, Vila, Ferrugem, Laguna, ainda não conheço Florianópolis.

O povo todo de SC é muito show, meu agradecimento especial vai para meu filho Jaison Boneberg pelo incentivo no surf e por me fazer acordar as 5hs pra surfar, minha esposa Simone Coelho. Aí em SC: Ricardo Gebeluca, Simone, Geni, Djalma, galera do surf, Felipe Passos, Rafael Marion, Marco Kamers, Sid Simon, Felipe Caveira, Tiago HotAir, galera de Itapema, Camboriú, Itajaí, Família Lima de Garopaba, Jucelio, e aos visionários  assinantes e Colaboradores deste distinto periódico, desejo a todos a serenidade do Buda, a humildade de Jesus, a luz de Gandhi, a sabedoria de Salomão e a benção de Deus.

Essas foram as palavras de Roberto Mello Jr aquele que eu tenho orgulho de chamar de PAI. Sigam nos no Instagram @nas_ondas_do_atlantico. Grande abraço amigos até semana que vem.