Marinha investiga tiros contra surfistas que saíam de “praia proibida” em Itajaí

A Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí instaurou um processo administrativo interno para apurar denúncia de dois surfistas, que disseram terem sido abordados por um militar da Marinha ao saírem da trilha do Farol de Cabeçudas, que tem acesso limitado. O militar teria atirado contra os dois homens. O caso ocorreu no último domingo (19).

O fechamento da trilha do Farol de Cabeçudas pela Marinha vem sendo tratado há mais de um ano entre a Delegacia da Capitania dos Portos e a prefeitura, mas até então não houve avanço. O local é uma das mais bonitas paisagens da região, com acesso à intocada Praia da Solidão _ um paraíso para o surfe. No entanto, a entrada é proibida sem que haja autorização prévia dos militares.

Historicamente, a Marinha entende que o fechamento é necessário para evitar vandalismo no farol. O problema é que muitos banhistas e surfistas acabam tendo a trilha como única opção quando a maré sobe e fecha o acesso entre a Praia Brava e a Solidão. Houve casos em que, impedidos por militares de seguir o caminho, turistas se embrenharam na mata ou se arriscaram no mar revolto.

Com a chegada de mais um verão, a tendência é que as ocorrências voltem a se repetir.

Fonte: NSC Total