‘Passaporte da vacina’ influencia procura por doses contra Covid-19

Passaporte

Apenas nesta quinta-feira (26), Florianópolis vacinou parcialmente 1.346 moradores contra a Covid-19 até às 9h40. Mas um detalhe chamou a atenção: mais da metade da população que tomou a primeira dose não integrava o grupo etário aberto nessa data.

A Prefeitura da Capital atribui a mudança ao anúncio do passaporte de vacinação, uma vez que este é o primeiro dia de aplicação da primeira dose após o comunicado.

O anúncio de novos grupos etários para a imunização não é restritivo. Ou seja, se há um morador que não tomou a primeira dose quando a campanha destinada a sua faixa etária ocorreu, ele pode se vacinar posteriormente. Mas espera-se que o maior número de imunizações seja aplicado aos grupos “inéditos”.

Dos 1.346 moradores vacinados nesta manhã em Florianópolis, apenas 45% tinham 18 ou 19 anos, as duas novas faixas etárias contempladas na atual fase de imunização. Outras 743 pessoas, 55% dos imunizados, já podia ter tomado a primeira dose anteriormente.

Dos “atrasados”, a maior parte do grupo (40,8% de todos os vacinados) tinha idades entre 20 e 29 anos. Os mais velhos puderam se vacinar já no dia 11 de agosto. Os últimos do grupo, os jovens com 20 anos, tiveram a imunização realizada no último sábado – há cinco dias.

Também compareceram na campanha moradores de 30 a 39 anos (9,7%), 40 a 49 (36 moradores), 50 a 59 (24 moradores) e apenas uma pessoa com idade entre 60 a 64 anos.

Influência do passaporte?

A Prefeitura de Florianópolis acredita que o anúncio do passaporte sanitário “começou a fazer efeito”, conforme divulgou em nota. Esta é a primeira campanha de primeira dose após o anúncio da medida que, segundo o prefeito Gean Loureiro, entrará em vigor após a conclusão da imunização dos moradores de todas as idades.

Inspirada em medidas adotadas no exterior, como em países como França, Estados Unidos e Itália, a iniciativa prevê a apresentação de um documento, físico ou virtual, que comprove a imunização com as duas doses da vacina contra Covid-19 – obrigatório para acessar bares, hotéis e restaurantes.

Atualmente o decreto é construído junto a outras entidades e, segundo a prefeitura, deve prever a apresentação do documento apenas em locais com aglomerações, como grandes eventos e locais de dança, por exemplo.

Informações ND+