Por: Ricardo Gebeluca | 18/10/2018

No início dessa semana foi noticiado pela imprensa a morte de mais um jovem envolvido com o crime em Itapema, após ter roubado um veículo a mão armada, realizado disparos em via pública para intimidar a vítima, ter protagonizado uma fuga cinematográfica na contramão de direção pela BR101, colidido com uma viatura da Polícia Militar, continuando sua fuga a pé, teve o azar de deparar-se com um Policial Militar de folga que tentou prender o criminoso dando voz de abordagem, porém houve reação do fugitivo que acabou perdendo a vida, pois preferiu reagir do que se entregar.

Infelizmente, a cada dia está sendo mais comum jovens cometerem delitos dessa natureza para sustentarem o vício nas drogas ilícitas. Partindo dessa premissa, alguns “entendidos” dizem que é necessário liberar o uso de drogas para que a violência diminua, o argumento é que a guerra contra as drogas é inútil, pois elas estão presentes na história desde os primórdios da humanidade. Com base nesse raciocínio, é possível afirmar que o combate à corrupção é inútil, pois a corrupção também está presente desde os primórdios da humanidade. Então, vamos liberar a corrupção?

Outro argumento que já ouvi é que a maconha cura o câncer, quem defende essa ideia e a compartilha não está sendo muito honesto, se cura o câncer não conseguiu curar Bob Marley, o maior dos maconheiros, que morreu dessa moléstia. Profissionais da saúde afirmam categoricamente que a maconha faz mal à saúde.

Por meio de perícia já constatamos que traficantes misturam a maconha com uma quantidade enorme de outros produtos mais perigosos do que a própria droga, como pó de vidro, remédios e até crack, partindo dessa constatação, também já ouvi dos “entendidos” no assunto que se for criado um mercado legalizado para a droga, o produto passaria por controle de qualidade, o que a tornaria menos nociva, além da conveniência de comprar drogas sem ter que negociar com os criminosos, compensaria o custo mais alto para a maioria dos usuários, o que poderia minar o tráfico ilícito da maconha.

Pura balela, uma falácia, pois para a legalização, obviamente que os impostos seriam altíssimos, assim como acontece com o cigarro. Se legalizar as drogas, simplesmente serão criados dois mercados, um mercado legal (altos impostos) e um mercado paralelo (sem impostos), portanto o segundo sempre será mais barato. Não tem como produzir uma maconha mais barata do que o mercado ilegal já produz. Além do que um viciado em drogas – que comete crimes para sustentar o vício – não iria deixar de cometer crimes somente porque a droga estaria liberada, essa ideia apenas elitizaria o consumo da droga, ou seja, o playboy não precisaria mais subir o morro ou entrar em favelas para comprar o entorpecente, poderia comprar no mercado legal, porém o usuário sem posses continuaria comprando no mercado ilegal, que sempre será mais barato.

A verdade é que os crimes de furto e roubo, que são os que mais incomodam a tranquilidade das pessoas, são fomentados pelos usuários de drogas, que em sua esmagadora maioria cometem delitos para sustentar o vício.

 

POLÍCIA MILITAR. Segurança: por pessoas do bem, para o bem das pessoas