Momento histórico reúne mídia regional do Sul do país com presidente da República

(Brasília - DF, 22/08/2019) Café da manhã com Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão - ACAERT. Foto: Marcos Corrêa/PR

O trecho da canção “Notícias do Brasil”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, se aplica perfeitamente aos nossos dias, em que pese ter sido escrito em 1981. Quase 40 anos depois e a impressão que se tem é de que nada mudou. É como se tudo o que acontece no país se concentrasse no eixo Rio-São Paulo-Brasília.

Mas não é. E foi esse o recado que presidentes de entidades e diretores de empresas de Comunicação foram dar ao presidente Jair Messias Bolsonaro, na quinta-feira (22), no Palácio do Planalto. Representando a mídia regional que pulsa no interior dos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, homens e mulheres do setor foram recebidos pelo presidente em um café da manhã, encontro inédito, e por isso mesmo tratado como histórico, que serviu para demonstrar as diferenças dos pequenos e médios veículos com sedes fora das capitais daqueles que pensam ditar o que acontece no país como um todo, a chamada grande imprensa.

Promovido pela Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e TV (Acaert), por intermediação de seu presidente, o empresário Marcello Petrelli, o evento teve a participação de representantes da Associação de Diários do Interior (ADI Brasil e ADIs SC, PR e RS), da Associação dos Jornais do Interior (Adjoris SC e PR), entre outras entidades representativas da mídia regional dos três estados do Sul do país. De um lado e de outro, posições coincidentes.

 

 

Em um salão com cerca de 70 pessoas, das quais 50 ligadas ao setor de Comunicação do Sul brasileiro, o presidente Jair Bolsonaro lançou mão de sua já conhecida espontaneidade para abrir a conversa  reclamando da má vontade da mídia nacional em interpretar suas declarações.

Apesar da tensão – ele tinha acabado de passar pelo corredor de jornalistas que fazem plantão no Palácio do Planalto -, o momento não poderia ser mais propício para evidenciar as diferenças entre, digamos assim, os dois níveis de imprensa. O que ficou claro na fala do presidente da Acaert, Marcello Petrelli: “Nossos veículos fazem comunicação em sintonia com a sociedade porque fazemos parte dela…

…Nosso público aprendeu a desconfiar da mídia mal-intencionada, uma vez que temos um propósito: pensar e agir diferente. Em primeiro lugar está nossa comunidade, a nossa região, o nosso estado.”

 

A mensagem foi bem recebida por Bolsonaro, que declarou ser esse o “seu jeito” de falar. “Jeito que o povo entende. E não vou mudar. Estamos construindo uma rota diferente do passado. Nós temos tudo para dar certo. Precisamos de união”, disse, ao resumir o que seu governo tem realizado e destacar que era ali, com a mídia regional, que gostava de estar, e não com a “outra turma”.

O encontro foi acompanhado pelo secretário Especial de Comunicação Social (Secom), Fábio Wajngarten, pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, e pelo ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, general Luiz Eduardo Ramos, que reforçou o que disse o “chefe” e amigo. “Esse é o jeito sincero do presidente. Discurso que foi eleito pelo povo brasileiro”, disse.

 

Entidades presentes*

 

ABERT, vice-pres. Marise W. Hartke

ACAERT, pres. Marcello C. Petrelli

ACI, pres. Ademir Arnon

ADI-Brasil, pres. Jedaias Pereira Belga

ADI-PR, pres. Nery José Thomé

ADI-RS, pres. Eládio Dios V. da Cunha

ADI-SC, pres. Lenoires da Silva

ADJORI-PR, pres. Elizio J. Siqueira Jr

ADJORI-SC, pres. Roberto Deschamps

AERP, vice-pres. José H. Michelleto

AGERT, pres. Roberto Cervo (Melão)

Central de Comunicação,

pres. Adriano Kalil

Comunicação do Senado,

conselheiro Ranieri Bertoli

SERT-PR, pres. Cezar Telles

SERT-SC, pres. Ana Paula S. Melo

SINDIRÁDIO-RS, pres. Christina Gadret

 

*(em ordem alfabética)