Início Justiça Justiça nega 4º pedido de exame de insanidade mental de autor de...

Justiça nega 4º pedido de exame de insanidade mental de autor de chacina em Saudades

Saudades

Pela quarta vez consecutiva a Justiça negou o pedido de exame de insanidade mental do autor da chacina à creche Pró-Infância Aquarela, em Saudades, no Oeste de Santa Catarina. A chacina ocorreu no dia 4 de maio, quando o jovem de 18 anos invadiu a creche e matou, com golpes de adaga, cinco pessoas, entre elas três bebês com menos de dois anos.

O juiz Caio Lemgruber Taborda, da Vara Única da comarca de Pinhalzinho, foi quem indeferiu o pedido de exame de insanidade mental apresentado pelo advogado de defesa. Agora, o argumento apresentado foi “a dificuldade de encontrar profissional particular que se disponha a avaliar o acusado”.

O magistrado, em sua decisão, considerou que “o fato de não estar conseguindo supostamente contratar profissional que se disponha a avaliar o acusado de forma particular não é fundamento idôneo para se deferir a instauração do incidente de insanidade mental, porquanto este fato, por si só, não ocasiona nenhuma dúvida acerca da higidez mental do acusado”.

Segundo ele, a instauração do incidente de insanidade mental não será deferida somente por haver pedido nesse sentido, mas sim se houver fundadas dúvidas acerca da higidez mental do acusado.

 

O que o exame de insanidade mental

Se instaurado o incidente de insanidade mental, o processo fica suspenso por 45 dias, prazo para que o perito entregue o laudo. E esse prazo pode ser prorrogado se necessário.

Em caso de se considerar o acusado inimputável por incapacidade total de apreciar o caráter ilícito do fato, ele não pode ser condenado e a pena é substituída por medida de segurança ou tratamento em hospital psiquiátrico, por exemplo.

Outra possibilidade é o acusado ser considerado semi-imputável na época do crime em Saudades. Dessa forma, o réu teria redução da pena de um a dois terços em caso de condenação. Agora, se o laudo não apontar comprometimento mental, o processo segue normalmente até seu julgamento final pelo Tribunal do Júri.​

 

O que diz a defesa?

O advogado de defesa Demetryus Eugênio Grapiglia informou à reportagem que ainda não foi informado sobre essa decisão e, por isso, resolveu não comentar.

Por ND+