Por: Ricardo Gebeluca | 11/05/2018

A professora de música acusada de matar a filha grávida e de esfaquear o neto há dois anos foi liberada na terça-feira (8) da clínica psiquiátrica em Jaboticabal (SP) em que estava internada desde 2016 e já está em casa em Ribeirão Preto (SP)

.

A professora Ligia Poggi Pereira foi esfaqueada pela mãe em Ribeirão Preto (Foto: Reprodução/Facebook)

A medida foi tomada como base em um laudo pericial que concluiu que Alda Poggi Pereira, de 60 anos, está apta a conviver em sociedade e a realizar tratamento ambulatorial.

Ela tinha sido levada para o hospital quando obteve liberdade provisória vinculada à internação em ala psiquiátrica, em julho de 2016. Segundo o promotor Eliseu José Berardo Gonçalves, apesar de responder por crime de homicídio, a professora ainda é considerada inimputável. Nesse caso, a prisão é convertida em internação em casa de custódia para tratamento psiquiátrico.

“O prazo mínimo dessa internação é um ano. Como ela passou dois e o perito diz que está sob controle, poderá nem ser mais aplicada a medida. Como o médico já disse que não há periculosidade, eu temo que ela não fique mais internada dia nenhum”, afirma Gonçalves.

O crime

Alda é acusada de esfaquear a filha, a professora Ligia Poggi Pereira, de 30 anos, enquanto dormia, dentro da casa da família, no bairro Ribeirânia, em 25 de junho de 2016. Em seguida, de acordo com a Polícia Civil, a professora deu duas facadas no pescoço do neto.

Após o crime, Alda ainda ligou para um vizinho, dizendo que se mataria. O homem foi até a residência da professora e conseguiu evitar o suicídio, mas também ficou ferido. Ligia chegou a ser submetida a uma cesárea, mas ela e o bebê não resistiram.

 Logo nos primeiros depoimentos prestados à polícia, Alda afirmou que não se lembrava do dia do crime. O inquérito concluiu, porém, que horas antes de esfaquear a filha e o neto, a professora de música comprou combustível e as facas usadas.

Apesar dos indícios de premeditação do crime, um laudo psiquiátrico apontou que Alda sofre de uma espécie de demência e é inimputável, ou seja, não pode ser responsabilizada pelos atos. Ainda não há um diagnóstico preciso sobre a patologia da professora.

Com informações G1