Por: Ricardo Gebeluca | 1 mês atrás

A Câmara de Vereadores de Itajaí realizou, na noite desta quarta-feira (14), uma audiência pública para discutir políticas públicas de prevenção e combate ao suicídio. O evento foi solicitado por meio do Requerimento nº 48/2019pelo vereador Beto Cunha (PSDB), que também presidiu a reunião.

A audiência pública teve a participação de médicos psiquiatras, psicólogos, voluntários do Centro de Valorização à Vida (CVV), representantes de entidades religiosas, alunos do Instituto Crescer e da comunidade, que puderam fazer questionamentos aos convidados.

No início da audiência pública a médica Andréa Nolli apresentou os sintomas da depressão e informou que 90% das pessoas que cometem suicídio tem algum tipo de doença mental. Nesses casos, se fosse descoberta e tratada a doença, o suicídio poderia ter sido evitado.

O médico do CAPS I e professor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Giovani Tesser, afirmou que, embora a região da Foz do Rio Itajaí tenha um baixo índice de suicídios, o número é alto entre jovens e que tem aumentado ao longo do tempo. Também apontou que existem poucos leitos psiquiátricos para crianças e adolescentes no estado.

Já a professora do curso de psicologia, Roberta Borghetti Alves, relatou a experiência do programa Acordar, que atende os estudantes dos cursos de graduação da Univali. Segundo a psicóloga, com os atendimentos realizados foram evitados mais de 30 suicídios.

Créditos: Davi Spuldaro/CVI.