
As entradas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, amanheceram fechadas nesta quinta-feira (3). O ato foi realizado por um grupo de estudantes contra o bloqueio de recursos na educação. Ao menos dois portões foram liberados por volta das 8h30 com apoio da Polícia Militar. Também foram registrados protestos nos semáforo nas mediações do campus no bairro Trindade.
Latões de lixo, troncos, estruturas de madeiras e bicicletas foram utilizados nos bloqueios feitos em pelo menos três acessos: Carvoeira, Pantanal e a entrada principal. Há acessos secundários que não tiveram o trânsito interrompido. Não houve registro de confusão nos locais.
O trânsito na região também ficou complicado com as interrupções intermitentes nas avenidas Lauro Linhares, Professor Henrique da Silva Fontes e na rua Delfino Conti. Os estudantes utilizaram cadeiras para impedir o fluxo de veículos e entregaram panfletos para os motoristas. A Guarda Municipal acompanha a movimentação.
A UFSC informou que está acompanhando os desdobramentos.
Desde o dia 10 de setembro, os estudantes estão em greve na universidade, que foi motivada contra os bloqueios no orçamento do Ministério da Educação (MEC), contra o programa Future-se, e em defesa das universidades filantrópicas que estariam ameaçadas pela Reforma da Previdência, segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE).
Mobilização em defesa da educação
Na quarta-feira (2), estudantes realizaram um ato no Centro e nos campi da instituição, onde ocorreram atividades como aulas públicas e oficinas. Servidores e professores também participam das paralisações desta semana, de acordo com o Sindicato de Trabalhadores em Educação das Instituições Públicas de Ensino Superior do Estado de Santa Catarina (Sintufsc) e o Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (Apufsc).
Segundo o sindicato dos professores da UFSC (Apufsc), Carlos Alberto Marques, houve adesão nesta quinta-feira dos professores à mobilização nacional pela educação. “Os estudantes estão em greve permanente. Nós por 48h. Vamos avaliar primeiramente ser o governo resolve o problema, muda de atitude. Vamos também ver nacionalmente como é que as outras universidades estão avaliando a continuidade do movimento. É lamentável o que o Governo está fazendo com as universidades com as atividades profissionais dos docentes, técnicos, com a vida dos estudantes. Nós queremos trabalhar”, disse.
Abertura dos portões
A abertura dos acessos do Pantanal e Carvoeira ocorreu por volta das 8h30 com apoio da Polícia Militar. Alguns servidores também colaboraram na retirada do material.




