Por: Redação | 06/10/2021

O ministro da Economia, Paulo Guedes, avalia que o principal culpado pelo alto preço da gasolina no Brasil é o “modelo estatal” no qual o setor petrolífero funciona no Brasil.

Durante participação virtual na cerimônia de abertura da 1ª Semana Orçamentária do Tribunal de Contas da União (TCU), nesta segunda-feira (4), o ministro disse que se deve discutir a utilização de ações de estatais, como a Petrobras, para compor um fundo que possa estabilizar os preços de combustíveis. A gasolina já superou R$ 7 em alguns estados.

– Temos que discutir o tratamento do patrimônio da União. Por exemplo, agora está se discutindo se vamos fazer fundos de estabilização. Como nós vamos fazer isso? Ora, podemos integralizar esse fundo de estabilização com ações da PPSA, com ações que o BNDES tenha, por exemplo, da Petrobras. Tudo isso são práticas – explicou o ministro da Economia ao tratar sobre o teto de gastos no país.

Guedes descarta o câmbio e o ICMS cobrado pelos governadores como os “vilões” da alta de preços dos combustíveis. Na avaliação do ministro, a privatização da Petrobras permitiria que o preço dos combustíveis no Brasil fosse realmente “de mercado”.

A discussão de um fundo regulador para os combustíveis começou a ascender na semana passada, em discussões do Executivo com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que tem criticado os valores praticados para gasolina, diesel e gás de cozinha. As partes se reuniram na sexta-feira (1) para tratar do tema e prometeram que conversariam de novo no fim de semana.

O próprio presidente Jair Bolsonaro também tratou do assunto semana passada em sua live semanal.

– Será que esse dinheiro da Petrobras que veio para nós (não estou afirmando), que é um lucro bilionário, não podemos converter e [fazer] ir para esse fundo regulador? Toda vez que dá um aumento, você não repassa todo o aumento ou não repassa aumento nenhum. Você faz caixa quando está mais no baixo e, quando sobe, com esse caixa, compensa esse reajuste lá na frente – disse o presidente.