Por: Ricardo Gebeluca | 19/11/2021

Flexibilização do uso de máscaras será discutida em Brasília no início de dezembro – Foto: Leo Munhoz/ND

A liberação do uso de máscaras em ambientes abertos será discutida em Brasília no início de dezembro, segundo o superintendente do Ministério da Saúde em Santa Catarina, Rogério Ribeiro.

A possibilidade ganha ainda mais força porque o Estado atingiu 65% dos moradores com o esquema vacinal completo contra a Covid-19 nesta sexta-feira (19).

O assunto será debatido dos dias 6 a 10 de dezembro, especialmente com a CIT (Comissão Intergestores Tripartite). “É uma decisão da equipe técnica. A principal preocupação do Ministério da Saúde é a saúde da população”, reiterou o superintendente.

Mesmo assim, o governo federal não deve obrigar os Estados a liberarem o uso da proteção, mas apenas fazer uma recomendação, uma vez que cada governante deve considerar a situação epidemiológica de sua região.

 

Decreto federal obriga o uso de máscara

Nesta semana, o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, confirmou que a regra para a flexibilização da máscara está pronta, mas depende da posição federal.

“Sim, isso é fato. Nós estamos há muitos meses, desde o começo, na verdade, fazendo enfrentamento de crise de forma colegiada e baseado na ciência.”

Segundo Motta, o percentual foi definido após análises de resultados da vacina ao redor do mundo. Além disso, ele frisa que a flexibilização será realizada apenas em ambientes abertos e de forma gradativa.

A regra prevê a liberação em todos os municípios que estiverem com pelo menos 65% da população com a segunda dose do imunizante.

O decreto federal sobre o uso de máscaras impede Santa Catarina de adotar a medida neste momento. Vale lembrar que a regra mais restritiva prevalecerá.

 

Por que foi liberado o uso da proteção no Rio?

Na quarta-feira (17), um decreto da prefeitura do Rio de Janeiro liberou a obrigatoriedade do uso de máscaras em academias de ginástica, piscinas e centros de treinamento. Porém, a Secretaria de Saúde estadual informou que não vai flexibilizar o uso do equipamento em locais fechados.

“A decisão foi tomada em acordo com o grupo técnico de especialistas que assessora a vigilância estadual. De acordo com decisão do Supremo Tribunal Federal, em casos de discordância entre as esferas municipal e estadual, a regra mais restritiva prevalece”, informou por meio de nota.

A norma municipal exigia a apresentação do comprovante de vacinação para liberar do uso da máscara, mas a secretaria destaca que o risco de contaminação em ambientes fechados ainda é muito alto, já que o coronavírus é transmitido pelo ar.