Por: Redação | 02/12/2019

O Dia Nacional do Samba surgiu em 1963 por iniciativa de um vereador baiano, Luis Monteiro da Costa e sancionada pelo então prefeito de Salvador, Virgildásio Senna, para homenagear um dos maiores nomes da música brasileira, o sambista Ary Barros, que compôs a música “Na Baixa do Sapateiro” no final da década de 30. A música, é considerada uma carta de amor do compositor para a Bahia e sua cultura.  Até sua viagem para o nordeste brasileiro, Ary nunca tinha conhecido a o estado da Bahia.

O dia 02 de dezembro foi então o primeiro contato do cantor com essa cultura e com o povo baiano. Para celebrar esse encontro, bem como, o samba e suas raízes, essa foi a data escolhida para entrar no calendário como “O Dia Nacional do Samba”.

Inicialmente a comemoração era restrita a Salvador, mas com o passar dos anos, a data passou a ser celebrada em todo o Brasil.

O ritmo é composto por diversas variações de subgêneros, sendo considerado uma das principais manifestações culturais populares no Brasil. Tem o Samba de Gafieira, Samba Rock, Enredo, Pagode e é claro, o mais popular, o Samba de roda. A forma mais tradicional do gênero e provavelmente a sua primeira versão, que atualmente é mais representado através das rodas de samba nos bares pelo país.

Quem promove uma dessas famosas rodas de samba é o músico percursionista Guga Machado, que desde de pequeno, sempre teve a música e o samba presentes em sua vida. Guga é o responsável pelo “Samba do ousado” uma roda de amigos com muita música e festa, que eventualmente acontece em São Paulo.

O ritmo é uma tradição brasileira, e em 2005, o samba de roda se tornou um Patrimônio da Humanidade na Unesco. No Samba do Ousado não acontece diferente, a brasilidade se faz presente em todas as edições. “A sacada foi fazer algo descontraído, que interessasse o maior número de pessoas e tivesse a ver comigo. Então escolhi um repertório que fosse coerente com a minha carreira, reunindo inspirações de artistas com que já trabalhei como Toquinho, Paulinho Boca de Cantor (Novos baianos), Banda Moinho e alguns outros com clássicos do Samba. ” Diz Guga.

Assim como para o músico Guga Machado, o samba faz parte da vida de milhares de brasileiros, que abraçaram essa parte primordial da nossa cultura, que evolui com o passar dos anos, mas sem perder a sua essência.