Por: Redação | 07/06/2021

As chuvas abaixo do normal na maior parte de Santa Catarina nos últimos três meses contribuíram para a permanência do agravamento da estiagem. Precipitações pontuais consideráveis foram registradas, mas não houve distribuição adequada.

Dentre os 295 municípios do Estado, 145 estão em estado de normalidade; 71 de atenção; 21 de alerta, e nove em situação crítica frente à estiagem. Além disso, 19 cidades não encaminharam informações da situação.

Na região do Extremo-Oeste, foram 25 dias sem chover. O novo Boletim Hidrometeorológico Integrado do Estado foi divulgado nesta sexta-feira (4), pela SDE (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável), por meio da Sema (Secretaria Executiva do Meio Ambiente).

Nos últimos 15 dias, oito municípios saíram da situação de criticidade e 12 voltaram para estado de normalidade. No entanto, a situação ainda é de preocupação com a permanência da estiagem.

Para enfrentar o problema, o governador Carlos Moisés (PSL) enviou um Projeto de Lei para Assembleia Legislativa, que irá destinar R$ 100 milhões para construção de cisternas, apoio aos municípios e conservação de fontes e nascentes em todo o estado.

Caso aprovado, o recurso se somará às ações já existentes e os agricultores catarinenses terão acesso a R$ 343,5 milhões para minimizar os efeitos da crise hídrica.

O secretário executivo de Meio Ambiente, Leonardo Ferreira, ressaltou a falta de chuvas no Estado.

“Este boletim apresentou um número significativo de dias sem registro de precipitação, que chegam até 25 dias em áreas do Extremo Oeste e da divisa com o Paraná. Na maior parte do Estado, não ocorreu período de chuva com maior que 1 mm em 22 dias”, disse.

 

Chuvas abaixo do esperado comprometem abastecimento

Os acumulados de chuva ficaram entre 100 e 150 mm na maior parte do Estado. Entretanto, do Oeste ao Planalto Norte, os valores ficaram entre 50 mm e 100 mm. Já na região do Extremo Sul Catarinense, a chuva mensal ficou acima de 150 mm, com picos acima de 200 mm. Isso se deu por conta de duas frentes frias durante o mês, nos dias 21 e 28, que tiveram maior influência nessas áreas.

Diante disso, o comprometimento do abastecimento urbano em diversos municípios se elevou novamente devido à alta intensidade da seca hidrológica sobre o Estado.

Para os meses de junho, julho e agosto a previsão é de chuvas abaixo da média, principalmente, na metade Oeste, o que caracteriza a permanência da estiagem no Estado, em especial no Extremo Oeste.

Por ND+