Por: Redação | 26/09/2021

Advogados e advogadas de todas as regiões do Estado se reuniram nesta quinta-feira à noite, em Florianópolis, para lançar o movimento “OAB com a sua cara” e defender uma Ordem mais plural, sem personalismos, com maior participação das mulheres, dos jovens e que valorize os pequenos escritórios. Agora o movimento começa a percorrer o interior, divulgando suas bandeiras e mobilizando sua base para as eleições de novembro.

Marcado por grande participação de jovens advogados, o evento também contou com manifestações de vários profissionais que são referência na advocacia, a exemplo do ex-presidente da OAB/SC, Tullo Cavallazzi Filho. Ele, que já anunciou que não será candidato, disse que agora é hora de a seccional ser conduzida por uma mulher e que a entidade precisa dar espaço a novas lideranças. “As demandas de ontem já não são as mesmas de hoje. Não podemos deixar a OAB cair na mesmice e por isso estou apoiando este projeto”, destacou.

A advogada Vanusa Varela, vice-presidente da Comissão de Direito Previdenciário, destacou a necessidade de se garantir protagonismo às mulheres para que elas participem e opinem sobre a atuação da Ordem. “Somos a maioria, mas não temos voz”, afirmou. Vanusa destacou a situação vivenciada pela jovem advocacia. “Tem jovem advogado trabalhando com transporte por aplicativo para sobreviver. O advogado que está começando a carreira, com pequeno escritório, seja na subseção ou na Capital, precisa de apoio efetivo”, afirmou.

Ex-presidente da Comissão da Jovem Advocacia da OAB/SC, Arthur Bobsin destacou o sentimento do jovem advogado. “A jovem advocacia quer participar mais. Hoje, o jovem advogado, aquele que gasta sola de sapato, que luta todos os dias para ocupar seu espaço, não se sente representado”, disse.

Vice-presidente da Comissão de Integridade e Governança da OAB/SC e professora universitária, a advogada Vivian Degann dos Santos alerta que os jovens advogados estão saindo desanimados e inseguros da faculdade. “Ninguém prepara este jovem para gestão financeira e administrativa. Ele sai inseguro, desestimulado e com medo. É responsabilidade da OAB olhar por eles”, avaliou ela, defendendo também o empoderamento da mulher dentro da entidade.

Advogado, professor e ex-presidente da Comissão do Direito do Consumidor da OAB/SC, Geyson Gonçalves reforça a responsabilidade da Ordem com os jovens, com quem está iniciando na carreira, com os pequenos escritórios. “É hora de a OAB olhar para quem realmente precisa, que são os jovens, os pequenos e médios escritórios”.

Presidente da Comissão de Direito Ambiental da Seccional, a advogada Rode Martins alertou que a classe está empobrecida e que o sistema da OAB não funciona. “Se o pequeno escritório vai bem, o grande também vai. Tem espaço para todos dentro do mercado, mas é responsabilidade da Ordem dar as condições necessárias para isso acontecer”, disse.

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