Por: Redação | 28/08/2020

Saúde, Previdência Social, a Assistência Social juntos formam a Seguridade Social, um dos marcos da Constituição Federal de 1988, que prevê o direito ao acesso dos cidadãos brasileiros a esse tripé de políticas sociais e econômicas, com algumas diferenças entre si.

 Na saúde, o já conhecido Sistema Único de Saúde (SUS), que garante o acesso universal, ou seja, de todos – sem necessitar de pagamento de qualquer taxa ou coparticipação. Na Previdência Social, o benefício é mais específico, tem foco nos trabalhadores contribuintes e o benefício é repassado ao trabalhador conforme a contribuição feita por ele.

A Assistência Social por sua vez é de acesso universal, totalmente gratuito assim como o SUS, sem necessidade de contribuição para acessar e está à disposição daqueles que dela necessitarem. Para isso foi criado em 2011 o SUAS – Sistema Único de Assistência Social que atua sob a ótica da Política Nacional de Assistência Social (PNAS).

A base da Assistência Social é a Proteção Social e o foco de atuação está na família,  não no indivíduo. Isso porque o PNAS entende como família “um conjunto de pessoas que estão unidas por laços de sangue, afetivos e/ou de solidariedade”, ou seja um grupo de pessoas que se cuidam e se protegem, e quem cuida também precisa de cuidado sendo assim, as famílias passam a ser cuidadas e protegidas pelas políticas sociais.

O trabalho é realizado com foco na emancipação das famílias cadastradas para que possam ter acesso ao trabalho, renda, educação, saúde e toda a dignidade que o ser humano precisa e merece. Em geral o trabalho direto com as famílias é realizado através do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), pelo Serviço de Proteção e Atendimento Integral à família. Para que esse trabalho de emancipação aconteça é necessário também o desenvolvimento das demais políticas sociais que contemplem o acesso a todos os direitos dos cidadãos.

Para Aline Vicentini, Assistente Social – Assessora Socioassistencial do Projeto Sua Causa, Nossa Causa, “o trabalho social com famílias vem na contramão da filantropia, tem por premissa tornar a família protagonista do processo de superação da vulnerabilidade que  está inserida naquele momento”. Aline relata ainda que já presenciou famílias que superaram cenários de pobreza extrema a partir do trabalho social realizado.

Sabendo da complexidade e abrangência do assunto, o Instituto Araxá realiza no próximo sábado (29) às 9h, uma palestra online gratuita com o tema “Proteção Social e Famílias: que relação temos, que relação queremos”, com Quéli Anschau, Assistente Social e doutoranda em Serviço Social pela UFSC. A palestra será transmitida ao vivo pelo Facebook do Instituto Araxá, quem quiser obter certificação deverá realizar a inscrição, gratuitamente, até as 18h do dia 28 de agosto. (Clique para inscrever-se)

Reportagem: Instituto Araxá – Projeto SUA CAUSA NOSSA CAUSA